Yom Ha'Shoa - Dia de Memória do Holocausto
Existem momentos em que imagens dizem mais que palvras. E a foto a cima, que mostra a tatuagem com o número de inscrição de uma prisioneira de um campo de concentração, representa todo o significado dessa data.
Ela traz a dor em si, guardada permanentemente na pele dos que testemunharam a industrialização da morte.
Mas, traz também a chama da lembrança, que jamais deverá ser apagada, impedindo o retorno do horror daqueles dias.
Am Israel Chai. O povo de Israel vive.
E guardará para sempre as marcas de sua História.
Em homenagem às vítimas que perderam a vida nas mãos da Alemanha nazista.

3 Comments:
e nunca iremos esquecer...
Essa é uma frase muito importante
"Am Israel Chai"
Essa é, na minha opinião a ligação entre ontem e hoje. Ontem lembramos os que se foram em prol desses que ficaram para lutar pelo nosso povo, por suas famílias pelas famílias daqueles que foram covarde e inexplicavelmente assassinados pelo nazismo.
Ontem sentimos dor, lembranças horrendas de um período onde tudo era escuro como os esconderijos das crianças órfãos, famintas, trêmulas e amedrontadas que fugiam dos nazistas. Lembramos do sofrimento e da dor, lembramos de uma realidade que na época já devia ser difícil de acreditar ou entender, e hoje fica mais difícil ainda. Não fosse os sentimentos transmitidos por esta data – yom hashoa – todos os anos, sentimentos que nos foram passados daqueles que sentiram na pele e viram com os próprios olhos toda a loucura de um homem virando realidade e fazendo tais atentados maiores do que qualquer atentado terrorista da atualidade (sem querer diminuir os horríveis atentados que nossa sociedade vive hoje em dia).
Palavras são a comunicação entre os homens, entretanto essa é uma comunicação nova, uma comunicação racional, uma comunicação que, por ser racional, é falha. Nós somos, como todos sabemos, animais racionais – espero que isso não surpreenda ninguém – e as palavras conseguem expressar o que nossa parte racional quer expressar. Quando se trata de algo mais sério, quando se trata de algo mais do que racional, algo animal, as palavras não bastam temos que achar outra forma para expressar nossos sentimentos. Utilizamo-nos então da nossa parte animal, uma parte mais intensa que pega no ar e em um piscar d´olhos o que horas de discurso não explica. Quando tentamos entender o que aquelas pessoas passaram, o que foi aquele tempo, o que as pessoas sentiram, progredimos mais do que simplesmente ler o que aconteceu. Ler é importante, é a informação, mas mais importante é tentar sentir o que quem estava lá sentiu/
Mãos atadas, incapacidade de fazer qualquer coisa vendo seus amigos e familiares, seu povo indo embora pelas mãos de um homem, imach shemo, um louco. Como as pessoas permitem um louco desses a frente, quando isso iria acabar, que perspectivas havia para os sobreviventes de viver? Naquela época palavras também não deviam dizer muito, palavras, aliás, deviam dizer menos do que conseguem dizer hoje em dia. Naquela época os sentimentos eram mais fortes mais presentes, mais claros, naquela época os sentimentos passavam tanta dor que as pessoas não deviam ter sequer força para falar ou, quanto mais ouvir o que os outros tinham para dizer. Naquela época palavras não deviam resolver, mas a dor era tão grande que alguma coisa tinha que amenizá-la, tinha que haver uma maneira de diminuir, um pouco que fosse, o único sentimento existente, aquele sentimento que cobria todos os outros. Mais uma vez os homens deixaram de ser racionais para serem animais, para entenderem que palavras não ajudavam, ninguéam as escutavam, mas estar junto de alguém que sofre dos mesmos sentimentos, alguém que compartilha dos mesmos sentimentos é bom; como explicar a emoção de um abraço? Que palavras expressam de maneira honesta o que representa um abraço emocionado dado por duas pessoas que compartilham do mesmo sentimento? Naquela época já devia ser muito difícil expressar em palavras um último abraço de uma família momentos antes dela ser dividida em dois, momentos antes dela ser dividida em duas filas, na fila dos que viveriam e na fila dos que morreriam.
“Am Israel Chai” aval
Aqueles abraços foram duros, muito doídos, foram inúmeros e cada um com dor e emoção infinita, além de inexpressáveis de qualquer outra maneira. Mas uma hora acabaram e deles só sobraram as emoções passadas, emoções que continuaram inexplicáveis, quanto mais em uma realidade que já não era mais a mesma.
Mas dos abraços sobraram também os abraços, e parte do povo que se abraçou. Este povo não tinha, neste momento, força nem para abraçar, mas teve força para viver, para lutar. Povo que lutou, e que teve a oportunidade de abraçar-se de novo na Terra de Israel. Estes sobreviventes do holocausto foram os mesmo que conquistaram o Estado de Israel, foram os mesmo, e trocaram abraços de novo, mas dessa vez abraços de emoção, o que não deve ter sido o abraços de familiares que se perderam durante a guerra e encontraram-se no Estado de Israel, naquele momento cada um ganhou uma nova família, cada um ganhou pessoas que já consideravam perdidas para sempre no holocausto. Abraços que ainda não tinham esquecido as dores de outrora, e não esqueceriam por toda a vida; mas abraços que representavam um novo passo, que representavam, mais do que nunca
“Am Israel Chai”
E assim foi, Am Israel passou para uma nova fase, uma fase de dignidade uma fase que lhes fazia de segurança. Teria o holocausto acontecido se o Estado de Israel já existisse? Tudo indica que não, todos os judeus teriam para onde fugir e como fugir dos nazistas. Portanto isso deixava Am Israel mais confiantes quanto ao futuro.
Israel era então um o Estado judeu, mas quem imaginaria que existiriam tantos tipos de judeus, tantas diferenças entre judeus. Diferenças quanto a entenderes políticos, diferenças quanto a pontos de vista sobre encaminhamento do estado, diferenças quanto a condutas, modos, maneiras de pensar em geral; e quem diria, diferenças quanto a ponto de vista sobre a religião. Todos eram e continuam sendo judeus, mas com diferenças, com crenças diferentes. Todos os feriados judaicos em Israel, hoje, são respeitados, mas não podemos dizer que são todos que os respeitam.
Yom Haatzmaut é, no entanto, diferente. Este é o dia que representa
“Am Israel Chai”
que representa que o povo de Israel viveu, vive e vai viver incondicionalmente. Yom Haatsmaut é o dia no Estado de Israel que há a maior identificação entre todo o povo. Em Yom Haatzmaut esquece-se um pouco das diferenças e todos cantam a, agora, certeza
“Am Israel Chai”
Em Yom Haatzmaut passamos do abraço doído ap abraço da independência. Todo o dia de Yom Hashoa é um dia pesado, é um dia que todos, tal como em Yom Haatzmaut, compartilham do mesmo sentimento, todos respeitam e lembram os 6 milhões de judeus mortos na segunda guerra mundial. Yom Hashoá é um dia pesado como não se vê em outro lugar do mundo. Entretanto, conforme escurece, sente-se o clima passando de tristeza para felicidade, parace até que este já é o mesmo abraço que começa com dor e lembraça, e acaba com a emoção de hoje termo o Estado de Israel.
Não sei por que escrevo, palavras não levam nada, hoje, tal como ontem, é dia de abraçar e sentir na pele que ontem não tínhamos nosso estado, nossa defesa e sofremos; já hoje temos nossa Terra e somos capazes de nos defender!!!!!!!!!!
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